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Então.. Criamos expressões despropositadas na expectativa de pôr alguém a rir, fazemos risos extremamente parecidos só porque são DRAMATICAMENTE engraçados e inocentes, dizemos tudo e alguma coisa sem sentido só na esperança que alguém realmente apanhe o que nós estamos a dizer, gozamos com meio mundo porque não temos mais nada para fazer, sem querer somos mais parecidas que o que julgamos e mais diferentes do que nem pensamos ser, contamos histórias em horas de almoço só porque "é giro", repetimos vezes sem conta as mesmas piadas só porque temos a certeza absoluta que há sempre alguém que se vai rir (nem que seja a outra), inventamos mundos só porque sabemos que existe a Probabilidade Infíma de isso acontecer, criamos lojas, conceitos e tudo mais para que ninguém perceba o que queremos realmente dizer, bastam olhares para saber o que estamos a pensar e não devido a uma previsibilade mas sim a uma perceptibilidade imensa, gostamos do mesmo com LIGEIRAS diferenças, somos absolutamente incompativeis mas percebemos o essencial. Já nos zangámos a sério, já fizemos as pazes. Andamos sempre á porrada ou ás caricias badalhocas (uiui). :F Ninguém nos percebe tão bem quanto nós a nós mesmas, porque para chegar até nós é preciso decifrar códigos, apanhar frases, descodificar histórias, perceber alcunhas e definitivamente ser muuuito inteligente. Somos absolutamente totós. Gozamos com as pessoas na frente delas, só naquela do "PARA VERES QUEM MANDA AQUI". Ajudamos quem precisa só porque somos maiores. Conhecemos as pessoas certas, temos momentos exactos e sitios marcados. Somos impossivelmente quem mais ri. Risos e risinhos, parece impressionante como de algo tão inocente, tão puro, ou tão preverso e badalhoco conseguimos ter sempre a mesma sensação: QUE PIADA. Defendemo-nos quando é preciso, damos a volta a bocas foleiras, não dizemos sempre o que sentimos porque VALHA-NOS DEUS, QUE LAMECHAS! Conhecemo-nos não tão bem, nem tão mal, mas o suficiente para saber o que queremos. E eu já sei. Sejam grutas, 'arhh', méquei, 'pht pht mêmo no pescoço', toma toma foguetinhos, açoreanices, rosas e roxos, 'mas posso?', mãos no ombro, olhares a disfarçar que não acabamos de dizer uma grande grande asneira, babosices, PEDAÇOS, maneiras de ser, jeitos de agir, ATÉ LAVAR OS DENTES, dormir, respirar, comer, assoar, minha mãe se as nossas histórias fossem livros, MAS QUE GRANDE EDITORA. Acontece-nos tudo, ficamos cientes de nada, aprendemos o mesmo. Somos sempre da mesma forma, sabemos ser e estar. Não precisamos de ninguém que nos diga 'como fazer' porque era como ensinar a missa ao padre. Somos altes brazes. Nas discotecas mais 'pobres' somos quem dança aquelas danças e teatradas ridiculas. Não passamos a vida ás sms's, nem muito menos a chamar nomes queridos. Somos as que mais nos divertimos. Somos umas bêbedas que arranjaram gaijos pacientes :P Não dizemos cá coisas adoráveis porque ambas o sabemos. MINHA BURRA, ADORO-TE. (Bolas, isto custou xD)
Algemas cor-de-rosa e fica tudo despachado, han? "Amizade como esta que se me foges, levas".
PIMBAS, 1-0 ZÉQUINHA!
E esta foi para a Cristiana Filipa Funcheira Lima, que tem uma paciência maluca.
Musa. Pimbas.
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